Atualmente, até os assuntos mais triviais geram polarizações passionais de a favor ou contra e dividem as pessoas. Em resumo, perdemos a capacidade de escutar o outro e se surpreender com o conhecimento dele, por isso, conversar está cada vez mais difícil. A entrevistadora profissional Celeste Headlee, durante palestra no TED Talks, compartilha 10 regras básicas para ter uma melhor…
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10 regras da comunicação

Atualmente, até os assuntos mais triviais geram polarizações passionais de a favor ou contra e dividem as pessoas. Em resumo, perdemos a capacidade de escutar o outro e se surpreender com o conhecimento dele, por isso, conversar está cada vez mais difícil.
A entrevistadora profissional Celeste Headlee, durante palestra no TED Talks, compartilha 10 regras básicas para ter uma melhor conversa, sem desperdiçar seu tempo, se entediar ou ofender ninguém. Neste post, eu apresento as dicas dela e comento cada uma.
1 – Não seja multitarefa. Ou seja, esteja presente no momento da conversa. Geralmente perdemos o foco na pessoa à nossa frente por pensar em outras coisas que temos de fazer ou no que vem depois na agenda.
2 – Não fique dando lições. Você precisa entrar na conversa confiando que você tem algo a aprender. Para isso é preciso deixar o ego de lado e sua opinião pessoal.
3 – Faça perguntas abertas. Evite perguntas que a resposta óbvia seja “sim” ou “não”. Isso oportuniza que a pessoa fale mais.
4 – Deixe fluir. Pensamentos vão passar na mente, mas é preciso deixá-los passar e voltar a se concentrar em escutar ativamente a pessoa. Nós cocriamos, juntos, o resultado da comunicação. É imprevisível e natural.
5 – Se você não sabe de algo, diga que não sabe. A honestidade e humildade abrem caminho para a compreensão e o aprendizado.
6 – Não compare a sua experiência com a da pessoa. Muitas vezes alguém começa a falar sobre a perda de um familiar e isso lhe encoraja a falar sobre seu luto também. Não é o mesmo. Nunca é. Cada experiência é única. O melhor acolhimento está na escuta verdadeira.
7 – Evite a repetição. Muitas vezes na tentativa de fazer valer nosso ponto de vista o repetimos sem parar e isso canso quem nos escuta.
8 – Esqueça detalhes que não agregam. O que importa é você e a mensagem que você tem para oferecer, não a cor da blusa que você estava usando no dia 8 de maio de 1994.
9 – Escute. Essa não é uma atitude fácil porque exige esforço e energia. E na maior parte do tempo estamos no automático: escutando para poder falar ou, nem isso, monopolizando a conversa. Outra dificuldade de escutar é abrir mão do controle, de ser o centro das atenções e para não precisar ouvir o que não nos interessa.
10 – Seja breve. Uma conversa produtiva é curta o bastante para manter o interesse, mas longa o suficiente para envolver todo o assunto.
4 atitudes que tornam sua comunicação melhor
1 – Reconhecer que a escuta passiva e a escuta ativa não são a mesma coisa. Esteja ativamente consciente de feedbacks verbais e não-verbais e adaptar a mensagem para torná-la mais fácil de entender. 2 – Ouvir com seus olhos e ouvidos, assim como com sua intuição. Lembre-se de que a comunicação é mais do que apenas palavras. 3 –…
4 atitudes que tornam sua comunicação melhor

1 – Reconhecer que a escuta passiva e a escuta ativa não são a mesma coisa.
Esteja ativamente consciente de feedbacks verbais e não-verbais e adaptar a mensagem para torná-la mais fácil de entender.
2 – Ouvir com seus olhos e ouvidos, assim como com sua intuição.
Lembre-se de que a comunicação é mais do que apenas palavras.
3 – Dar tempo para a pessoa compreender você e você ser compreendido por ela.
Na pressa de se expressar, é fácil se esquecer que a comunicação é uma via de mão dupla. Esteja aberto para o que a outra pessoa pode dizer.
4 – Estar ciente de seus filtros perceptivos pessoais.
Entenda, detalhes da sua experiência, incluindo cultura, sociedade, família, gênero e religião afetam como você vê o mundo.
Portanto, é um bom caminho dizer: “É assim que eu vejo o problema, mas como você o vê?”.
Não conclua que sua percepção é uma verdade única. Isso ajudará você a trabalhar para compartilhar um diálogo com outras pessoas para chegar a um acordo comum juntos.
Pessoas se conectam com pessoas e usam as coisas
Em um mundo cada vez mais globalizado e tecnológico, as pessoas têm dedicado mais tempo a se conectar com as coisas. A ordem dos valores humanos se alterou drasticamente. As pesquisas têm mostrado que as pessoas estão cada vez mais solitárias, mentalmente doentes e infelizes. E muito disso é reflexo da ausência de conexão humana. A conexão é uma necessidade…
Pessoas se conectam com pessoas e usam as coisas

Em um mundo cada vez mais globalizado e tecnológico, as pessoas têm dedicado mais tempo a se conectar com as coisas. A ordem dos valores humanos se alterou drasticamente.
As pesquisas têm mostrado que as pessoas estão cada vez mais solitárias, mentalmente doentes e infelizes. E muito disso é reflexo da ausência de conexão humana.
A conexão é uma necessidade básica que dá sentido à vida humana. Sem relacionamentos, não existimos. O ser humano é interdependente, ou seja, precisamos uns dos outros.
Toda riqueza material fica vazia e sem utilidade sem alguém para compartilhar.
As relações mais fortes, sustentáveis e felizes são construídas de forma verdadeira e recíproca. É quando você dá e recebe; aprende e ensina; ajuda e é ajudado; é quando você se sente importante para o outro e ele importante para você; é quando vocês nutrem laços de afeto compartilhado.
Profissionalmente, as conexões têm um valor inestimável. Com o famoso network (rede de relacionamentos ou rede de contatos), podemos obter oportunidades de negócios, contatos, dicas, conhecer novas tendências, captar clientes e obter informações relevantes e, até mesmo, estratégicas que conduzem ao sucesso.
Para que isso aconteça é importante investir tempo. Um relacionamento de qualidade, com vínculos de confiança e respeito, não se constrói do dia para a noite, é uma conquista.
Atitudes a serem evitadas na comunicação
Existem comportamentos considerados nocivos na comunicação que levam à relações com dinâmicas disfuncionais. Um exemplo é quando uma pessoa com personalidade passiva conversa com outra de atitude agressiva. A primeira busca evitar o confronto para se proteger e a segunda usa da intimidação e violência para estar no controle e obter vantagem sobre o outro. Nesse contexto as duas saem…
Atitudes a serem evitadas na comunicação

Existem comportamentos considerados nocivos na comunicação que levam à relações com dinâmicas disfuncionais. Um exemplo é quando uma pessoa com personalidade passiva conversa com outra de atitude agressiva. A primeira busca evitar o confronto para se proteger e a segunda usa da intimidação e violência para estar no controle e obter vantagem sobre o outro.
Nesse contexto as duas saem perdendo. O passivo se anula e amarga a frustração de sempre ceder. A longo prazo o acúmulo de abusos pode se voltar contra a própria pessoa, gerando o adoecimento do corpo.
Já, o agressivo perde a oportunidade de crescimento, a colaboração que somente o outro tem a oferecer e, além disso, fragiliza o vínculo e a conexão nesta relação, correndo o risco de ficar sozinho, com o retorno dos comportamentos destrutivos praticados.
O primeiro passo para a mudança é reconhecer essas atitudes em si, só assim é possível – com observação e empenho – transformá-las.
Atitudes assertivas x passivo/agressivas – parte 3
Uma comunicação assertiva não acontece sozinha, naturalmente, nem é obra do acaso. A comunicação requer competências emocionais e possui métodos que facilitam e conduzem a um desfecho positivo no processo do diálogo. Compartilho algumas atitudes que contribuem para uma conexão com trocas mais profundas e verdadeiras. • Equilíbrio entre razão e emoção; • Expressar claramente fatos e sentimentos; • Deixar…
Atitudes assertivas x passivo/agressivas – parte 3

Uma comunicação assertiva não acontece sozinha, naturalmente, nem é obra do acaso. A comunicação requer competências emocionais e possui métodos que facilitam e conduzem a um desfecho positivo no processo do diálogo.
Compartilho algumas atitudes que contribuem para uma conexão com trocas mais profundas e verdadeiras.
• Equilíbrio entre razão e emoção;
• Expressar claramente fatos e sentimentos;
• Deixar claro sua posição com expressões “Eu necessito”, “Eu vejo”, “Eu entendo”.
Conduzir conversas difíceis pode ser fácil
Comunicar o desligamento de alguém muito querido da empresa aos colaboradores. Pedir um aumento ao seu superior. Contar aos seus filhos que o cachorro da família morreu… Esses são alguns exemplos de conversas desafiadoras e que fazem parte da vida. Compartilho duas técnicas para conduzir esse tipo de interação que lhe ajudarão a sentir mais confiança. Se vamos ter uma…
Conduzir conversas difíceis pode ser fácil

Comunicar o desligamento de alguém muito querido da empresa aos colaboradores. Pedir um aumento ao seu superior. Contar aos seus filhos que o cachorro da família morreu… Esses são alguns exemplos de conversas desafiadoras e que fazem parte da vida. Compartilho duas técnicas para conduzir esse tipo de interação que lhe ajudarão a sentir mais confiança.
Se vamos ter uma conversa, é preciso começar dizendo alguma coisa. E, acredite, o início muda o rumo das coisas. Imagine uma conversa em que a pessoa começa dizendo: “Vocês me tratam como se eu fosse um lixo! Essa empresa não me merece!” Como será que essa conversa terminou? O desfecho não sabemos, mas que o começo foi mal podemos perceber.
Existe um modo de começar uma conversa difícil de uma maneira bastante eficaz, que é usando a terceira história. Além da sua história e da história da outra pessoa envolvida, toda conversa inclui uma terceira história invisível.
É a versão que um observador ou mediador daria sobre os fatos. Imagine esse alguém de fora, atento e neutro. Como ele descreveria essa situação, sem tomar partido ou ter qualquer interesse envolvido?
A terceira história resume o que está acontecendo, sem julgamento e sem presumir quem está certo e errado. Para isso, você não precisa estar ciente das implicações da história da outra pessoa (até porque isso pertence ao outro).
No exemplo acima, a conversa poderia começar assim: “Sou colaboradora desta empresa há 25 anos. Nesse período, tenho sido bastante dedicada, pontual, leal e cumpridora dos meus deveres e, inclusive, implementando muitos projetos novos… Esta empresa foi muito importante para mim.
Cresci muito como pessoa e profissional. Conquistei meu apartamento, paguei os estudos dos meus filhos. Sou muito agradecida. Ainda assim, às vezes, sinto que por mais que eu me esforce e dê o meu melhor, não sou recompensada nem valorizada por isso. Observo que isso acontece com outros colegas. Pode ser que falte uma política de reconhecimento. Gostaria de saber como você vê essa perspectiva?”
Tudo que você precisa fazer é admitir que existe uma história diferente da que a sua mente te conta.
Isso significa que você precisa dar um passo atrás para poder ver com mais profundidade o que está acontecendo.
Então, o outro pode responder: “Tenho a impressão de que você e eu vemos essa situação de maneira diferente. Gostaria de compartilhar o modo como eu a vejo e saber mais sobre como você está vendo isso. Seria possível?”
Sair da sua história não significa renunciar ao seu ponto de vista, mas abrir espaço para a criação de uma solução ouvindo as duas opiniões.
A segunda técnica para começar uma conversa difícil com o pé direito é fazer um convite: “O problema já foi descrito de forma que nós dois aceitamos. Agora, eu queria propor que nosso objetivo seja a compreensão mútua e a solução de problemas, e saber se isso faz sentido para você e se podemos conversar sobre isso?”
Convidar não é obrigar. Esteja ciente de que o outro pode não engajar com sua proposta ou não ser colaborativo durante o diálogo. Talvez ele precise lidar com seus sentimentos e emoções despertadas no diálogo. Dê o espaço que ele precisa para refletir e retomem a conversa quando estiverem mais prontos, com emoções equilibradas e informações suficientes, para uma conciliação.
Entenda: a meta de vocês é a compreensão mútua. Mantenha-se persistente nesse propósito. E lembre-se de que ambas as partes devem ser parceiras no processo.
Atitudes assertivas x passivo/agressivas – parte 2
Desde a semana passada estou trazendo comparativos de atitudes assertiva x atitudes passivo/agressivas na comunicação. A assertividade nas interações humanas está relacionada diretamente às capacidades de escuta plena e empática e autorregulação emocional. Fazer perguntas para compreender mais profundamente o outro e a situação do momento; o uso de uma postura aberta, ombros retos e gestos adequados; e a defesa…
Atitudes assertivas x passivo/agressivas – parte 2

Desde a semana passada estou trazendo comparativos de atitudes assertiva x atitudes passivo/agressivas na comunicação.
A assertividade nas interações humanas está relacionada diretamente às capacidades de escuta plena e empática e autorregulação emocional.
Fazer perguntas para compreender mais profundamente o outro e a situação do momento; o uso de uma postura aberta, ombros retos e gestos adequados; e a defesa de seus direitos e a consideração aos direitos dos outros são ótimos exemplos de comportamentos que levam a resultados satisfatórios nos diálogos, e são extremamente eficazes, especialmente, em conversas difíceis.
Atitudes assertivas x passivas/agressivas – parte 1
Estudos demonstram a atividade cerebral durante a comunicação e comprovam que a mudança de atitude interfere nas reações neurológicas. Quando a pessoa utiliza comportamentos agressivos o sistema de defesa é ativado, especialmente as amígdalas, tanto em quem fala, quanto em quem escuta. Por outro lado, se a comunicação é assertiva, apesar de a emoção se fazer presente, o córtex pré-frontal…
Atitudes assertivas x passivas/agressivas – parte 1

Estudos demonstram a atividade cerebral durante a comunicação e comprovam que a mudança de atitude interfere nas reações neurológicas. Quando a pessoa utiliza comportamentos agressivos o sistema de defesa é ativado, especialmente as amígdalas, tanto em quem fala, quanto em quem escuta.
Por outro lado, se a comunicação é assertiva, apesar de a emoção se fazer presente, o córtex pré-frontal assume o comando. Esta é a região envolvida no planejamento de um comportamento cognitivo complexo, na expressão da personalidade, na tomada de decisões e na moderação do comportamento social.
A comunicação assertiva, em sua essência, respeita e inclui todos os lados, e convida a autoestima e a confiança dos interlocutores para fazer parte da conversa, o que gera colaboração e empatia, e resulta em ótimos resultados.
Para que isso aconteça algumas atitudes precisam estar presentes no diálogo, como:
- Voz firme, boa dicção e coerência entre mensagem e tom de voz;
- Interesse pelo outro; e
- Escuta consciente e autorresponsabilidade.
E deve-se evitar os comportamentos passivo/agressivos evidenciados neste post.
Dica de comunicação
O termo “Eu gostaria…” é um tempo verbal que indica futuro de pretérito e refere-se a algo que ‘poderia’ acontecer no futuro, tomado em relação a um fato passado, e transmite incerteza. Essa palavra é bastante utilizada por educação antes de fazer um pedido, no entanto, enfraquece o que vem a seguir. Já, a opção de “eu preciso..” deixa clara…
Dica de comunicação

O termo “Eu gostaria…” é um tempo verbal que indica futuro de pretérito e refere-se a algo que ‘poderia’ acontecer no futuro, tomado em relação a um fato passado, e transmite incerteza.
Essa palavra é bastante utilizada por educação antes de fazer um pedido, no entanto, enfraquece o que vem a seguir.
Já, a opção de “eu preciso..” deixa clara a necessidade, porém, é centrada em quem pede. Então, precisa-se levar em consideração o contexto. É muito mais conveniente, assertivo e persuasivo usar a alternativa “O importante aqui é…” por ser mais neutra e sistêmica.